Por Isabela Eugenio
A primeira vez que fui a Londres foi em 2007. Passei o primeiro dia da viagem inteirinho dentro de um daqueles ônibus de dois andares, tentando fugir da chuva rotineira. Era a minha primeira visita também à Europa e foi Londres quem me deu as boas vindas ao velho mundo. Foi uma visita básica, curta, que incluiu todos os clássicos que uma primeira visita a Londres deve incluir. Dessa vez foi totalmente diferente. A começar pelo azul estampado no céu. Foram quatro dias de muito sol e temperaturas beirando os 30 graus. Nada típico para Londres. Mas confesso que prefiro assim – detesto viajar com chuva. E nada como um céu azul para fazer as fotos ficarem mais bonitas e coloridas.
Londres me recebeu pela segunda vez de braços abertos. Era uma sexta-feira a tarde e a cidade estava fervilhando. Ficamos hospedadas no Park Plaza Westminster Bridge (metrô: Westminster), pertinho do Parlamento e da London Eye. Era só descer do metrô e atravessar a ponte. Ótima localização e design moderno.
Nossa primeira noite foi dedicada a um passeio à beira do Tâmisa, passando pela roda gigante iluminada, artistas de rua, turistas andando de um lado para o outro e uma adorável surpresa: o South Bank Centre (metrô: Waterloo), uma espécie de shopping gastronômico e cultural, com espaço para eventos, exposições e dezenas de bares, restaurantes e cafés.
Passaríamos o final de semana na cidade e, portanto, dessa vez eu teria a oportunidade de conhecer a Portobello Market (metrô: Notting Hill Gate), a feira que acontece todos os sábados no bairro de Notting Hill, ao longo da Portobello Road. Com o calor fora de época que estava fazendo, acho que não só os turistas resolveram sair às ruas, mas também os próprios londrinos. Não preciso nem comentar que a feira estava lotada, né? E ela é muito, muito grande, então, se quiser visitar, prepare as canelas! Na minha opinião, já perdeu um pouco da característica original, porque, além das antiguidades (ou quinquilharias), artigos de moda e design vintage, mapas antigos e tudo aquilo que costumava caracterizar a feira, são frequentes as barraquinhas de souvenirs, artigos chineses, roupas indianas e tudo o que você possa imaginar. É uma mistura de coisas, não exatamente baratas, e haja paciência para tentar encontrar alguma barganha por ali. E, principalmente, MUITA gente! Mas vale a pena percorrer pelo menos um pedacinho da rua para ver como é. No final, tem uma feira de comida, mais frequentada por locais, já que a maioria dos turistas se cansam no meio do caminho e acabam não chegando até lá. Uma delícia! Não pode faltar também uma visita à livraria que inspirou o romance entre os personagens de Hugh Grant e Julia Roberts em “Um lugar chamado Notting Hill”, a The Travel Bookshop, ali pertinho, na Blenheim Crescent 13 (andei lendo que iria fechar as portas, mas até o início de outubro de 2011, quando fizemos a visita, ela estava lá, abertinha e em pleno funcionamento). Para quem não curte os lerês over turísticos, vale a pena curtir a arquitetura do bairro e os restaurantes modernetes nas ruas em volta e não exatamente na Portobello Road.
Como final de semana em Londres é sinônimo de feira, seguimos para Camden Town, o bairro que ficou famoso por acolher ninguém menos que Amy Winehouse. Sim, a estrela viveu lá e trouxe um pouco mais de glamour ao local, que já fazia sucesso entre os mais alternativos pelo seu mercado “lado B”, o Camden Market (metrô: Camden Town), além de vários bares e pubs. Também estava lotado, mas com uma multidão um pouco menos turística – ou formada por turistas que não querem parecer turistas. Ali, além de lojas diferentonas na rua principal, a Camden Road, há diversos mercados situados em antigos galpões industriais. Esses mercados vendem de tudo, de roupas e acessórios alternativos, a comida chinesa, mexicana, espanhola ou de qualquer parte do mundo.
Na volta, passamos por Leicester Square (metrô: Leicester Square), que é uma praça, e a região em volta dela é conhecida pelos diversos teatros que exibem musicais durante todo o ano. Passamos também pela Trafalgar Square (metrô: Charing Cross), onde fica a National Gallery (não tivemos tempo para visitar os museus dessa vez, mas vale lembrar que, além de muito bons, os museus de Londres são todos gratuitos). Tava fazendo tanto calor nesse dia, que tinha gente até entrando na fonte para tomar banho – desobedecendo às ordens dor guardas, é claro! Antes de ir para o hotel, ainda fomos dar uma espiadinha no Parlamento e seu Big Ben pelo lado de fora e na Abadia de Westiminster (metrô: Westminster), que estava fechada para visitação.
Terminamos o dia em Covent Garden (metrô: Covent Garden), uma região que oferece muitas opções gastronômicas. No seu centro está a Piazza Covent Garden e um antigo mercado de flores, frutas e legumes, ocupado hoje por diversos bares, restaurantes e lojas.
O plano para o domingo era visitar mais uma região que eu não conhecia: East End (metrô: Liverpool Street), com sua rua repleta de restaurantes indianos, paquistaneses e bangaleses, a Brick Lane, e seu mercado de arte e moda, o Spitafields Market. Acontece que o tempo foi curto e a nossa cota de visitas a feirinhas em um mesmo final de semana já estava esgotada, então acabamos ficando com o básico mesmo. Do hotel fomos andando até o St. James’s Park e depois até o Palácio de Buckingham (metrô: St. James’s Park). Faltava mais de uma hora para a troca da guarda e já tinha gente lá esperando. Eu já tinha visto (ou pelo menos tentado ver!) da outra vez e não quis me arriscar de novo no meio da multidão, então resolvemos seguir caminho. Mas não sem antes apreciar a arquitetura do palácio por fora e ver os guardas vestidos com trajes típicos.

Seguimos pelo Green Park até o Wellington Arch (metrô: Hyde Park Corner), na esquina do Hyde Park, e continuamos pela Picadilly Road, apreciando seus prédios antigos e floridos. Chegamos, então, à Picadilly Circus (metrô: Picadilly Circus), um cruzamento que é uma espécie de Times Square londrina, com muitas lojas e letreiros luminosos. Fica próximo à Leicester Square e também possui vários teatros no seu entorno. Dali continuamos nosso “walking tour” pela Regent Street, em direção a seu cruzamento com a Oxford Street, a Oxford Circus (metrô: Oxford Circus). Essas duas ruas são conhecidas como as principais ruas de compras de Londres, já que concentram uma variedade enorme de lojas de marcas internacionais.
Nossa próxima parada seria a Catedral de St. Paul’s (metrô: St. Paul’s), então pegamos o metrô e seguimos para lá. Como era domingo, a igreja não estava aberta para visitação, apenas para oração. Não foi dessa vez que eu subi à cúpula da St. Paul’s, que dizem ser a segunda maior do mundo (só perde para a Basílica de São Pedro, no Vaticano) e oferecer a melhor vista da cidade. Mas tudo bem, porque a London Eye ainda nos aguardava. Atravessamos então a Millennium Bridge, uma ponte de pedestres que leva ao museu de arte moderna e contemporânea Tate Modern, do outro lado do rio. Mais uma vez não tivemos tempo de visitar o museu, mas também com o tempo bom que estava fazendo, quem ia querer ficar enfurnado em museu? Aproveitamos para almoçar um típico “fish and chips” no seu café e seguimos viagem pelo South Bank, a margem sul do rio Tâmisa. Passamos em frente ao Sheakspeare’s Globe, uma reconstrução do Globe Theatre, teatro construído pela companhia de Sheakspeare e destruído em 1613 por um incêndio. Seguimos pela beira do rio até a London Bridge e conheci ali, naquele pedacinho do South Bank uma Londres que eu não conhecia, com ruazinhas caricatas cheias de bares e restaurantes, em um cenário que parecia ter saído do século XIX.
Atravessamos a ponte e fomos, pelo outro lado do rio, até a nossa próxima parada, a Tower of London e a Tower Bridge (metrô: Tower Hill). Mas já estávamos tão cansadas que nosso passeio terminou por ali mesmo. E, por causa das mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite, acabei pegando uma gripe.
Foi por culpa da tal gripe também que no dia seguinte os planos de ir até Greenwich foram por água abaixo. Era o nosso último dia em Londres e tínhamos ingressos para a London Eye no primeiro horário. Depois a ideia era ir até Greenwich, mas não sabíamos se ia dar tempo. Com a gripe e o cansaço, então, acabamos abortando. Mas o passeio na London Eye (metrô: Westminster) valeu muito a pena – e a escolha pelo horário das 10:00 foi muito acertada. Como era o primeiro, não pegamos absolutamente nenhuma fila, sem precisar comprar o ingresso da “fast track”, mais caro. Aliás, por termos comprado pela internet, pagamos até um pouco mais barato do que o bilhete comprado na bilheteria. Chegando lá, é só digitar o localizador em uma das máquinas de auto-atendimento e imprimir os bilhetes. Simples assim. O passeio dura 30 minutos e não preciso nem dizer que o tempo ajudou, né? Com o céu limpo, a vista ficou mais bonita ainda. E a roda gigante gira tão devagarzinho que a gente nem sente, não da um pingo de vertigem.
Como ainda tínhamos tempo antes de pegar nosso voo para Veneza, resolvemos conhecer a Harrods (metrô: Knightsbridge), uma loja no estilo mega store que já virou ponto turístico em Londres. Fazer compras não era o nosso foco e nem tínhamos limite de bagagem para isso, mas valeu pela experiência. A loja é enorme e é possível encontrar tudo quanto é marca, de artigos que vão desde maquiagem, roupas, até souvenirs e objetos de decoração. Tem também vários restaurantes e uma seção todinha somente dedicada aos “pets”. Uma graça! Por fim, buscamos nossas malas e seguimos para o aeroporto, mas não sem antes dar uma voltinha em um daqueles táxis típicos londrinos, em direção à estação em que pegaríamos nosso trem para Gatwick.
Onde comer
- Strada (Cozinha italiana) - Primeiro andar do Southbank Centre;
- Fuel Bar (Bar e restaurante) – 21 Covent Garden Market;
- Tate Catering (Café e restaurante) – Primeiro andar do Tate Modern.
Onde ficar: Park Plaza Westminster Bridge. Consulte-nos sobre tarifas.
Transporte: Para utilizar o transporte público de Londres (metrô, ônibus e barco), compre o Oyster Card por 5 libras e tenha desconto nas altíssimas tarifas dos bilhetes. Para ir de e para Heathrow, uma opção é utilizar o trem Heathrow Express, que liga o aeroporto à estação de Paddington. Já para Gatwick, há o Gatwick Express, a partir da estação Victoria. Consulte-nos sobre tarifas de transfers.
Onde comprar:
- Harrods – 87-135 Brompton Road (metrô: Knightsbridge);
- Regent Street e Oxford Street (metrô: Oxford Circus);
- Hamleys (Brinquedos) – 188-196 Regent Street (metrô: Oxford Circus);
- Stanfords (Mapas e livros de turismo) – 12-14 Long Acre (metrô: Covent Garden);
- Portobello Market (metrô: Notting Hill Gate);
- Camdem Market (metrô: Camden Town);
- Spitafields Market (metrô: Liverpool Street).
Veja o vídeo da nossa visita a Londres:




